Reforma de cozinha: o que ninguém avisa sobre o ponto de gás

O projeto da cozinha nova está pronto, o marceneiro já mediu, a bancada mudou de lugar — e o ponto de gás continua onde sempre esteve. É nesse momento que a maioria das pessoas descobre que mexer nele não é como mexer numa tomada.

Por que o ponto de gás não acompanha o armário

Tomada se estende com um trecho de fio. Ponto de gás não: a tubulação tem diâmetro calculado para a distância e para a potência dos aparelhos que alimenta. Esticar, reduzir ou desviar altera esse cálculo, e pressão insuficiente na ponta se manifesta como chama fraca, aquecedor que apaga e cozimento demorado.

Além disso, há regras sobre por onde a tubulação pode passar, como precisa ser protegida quando embutida, e onde o registro precisa ficar — sempre acessível. Tudo isso está na NBR 15.526.

O erro mais caro da reforma: descobrir o assunto depois que o armário planejado já foi instalado. Registro de gás trancado atrás de marcenaria fixa é irregularidade — e o pior momento para descobrir isso é quando alguém precisa fechar o gás às pressas.

As quatro situações mais comuns

1. O ponto precisa mudar de parede

É o remanejamento de ponto propriamente dito: nova tubulação até a posição nova, com dimensionamento refeito e ensaio ao final.

2. Vai entrar um aparelho a mais

Cooktop e forno separados, ou a inclusão de um aquecedor, aumentam a demanda. A rede que atendia dois aparelhos pode não atender três.

3. O aparelho novo é de outro tipo de gás

Fogão de GLP indo para apartamento com gás natural — ou o contrário — exige conversão técnica, com troca de injetores. Sem isso, a queima fica errada desde o primeiro dia.

4. Ninguém sabe por onde passa a tubulação

Antes de furar parede ou piso, existe serviço para mapear o traçado. Furo em tubulação de gás durante reforma é acidente recorrente e perfeitamente evitável.

A ordem certa das coisas

  1. Definir o layout e a lista de aparelhos antes de contratar marcenaria
  2. Avaliação técnica da instalação existente e do que a mudança exige
  3. Execução do remanejamento, com material e dimensionamento adequados
  4. Ensaio de estanqueidade e emissão de ART
  5. Só então o revestimento e os armários

Invertida essa ordem, cada correção custa duas vezes: a do gás e a da marcenaria que precisa sair da frente.

Em condomínio, tem mais um passo

Reforma de unidade que mexe em rede de gás normalmente exige comunicação à administração e, dependendo da convenção, apresentação de responsável técnico. A rede da unidade se conecta à prumada do prédio — o que se faz dentro do apartamento repercute no sistema coletivo.

Perguntas frequentes

Posso usar mangueira mais longa em vez de remanejar?

Não. A conexão de aparelhos tem requisitos próprios de tipo, comprimento e conservação, e improviso nesse trecho é dos itens mais reprovados em vistoria.

Meu pedreiro pode fazer?

Instalação de gás exige profissional habilitado e registro de responsabilidade técnica. Não é uma formalidade: é o que garante o dimensionamento correto e o ensaio ao final.

Preciso refazer o teste de estanqueidade depois?

Sim. Qualquer intervenção na rede exige novo ensaio para comprovar que ela continua estanque.

Dá para deixar o ponto preparado agora e usar depois?

Dá, e costuma ser a decisão mais econômica quando a reforma já está aberta. Prever é sempre mais barato que remanejar depois.

Vai reformar? Resolva o gás antes da marcenaria

A Confiance Gás executa remanejamento, conversão e ensaio com equipe registrada no CREA/CFT e atendimento em todo o estado de São Paulo.

FALE COM UM ESPECIALISTA